16/09 – O cuidado com a pele vem passando por uma mudança de perspectiva. Além de atuar sobre os sinais visíveis do envelhecimento e sobre condições dermatológicas, novas abordagens da dermatologia começam a olhar também para os processos celulares que estão por trás da qualidade e da capacidade de resposta dos tecidos.
É nesse contexto que a saúde mitocondrial passa a despertar interesse. As mitocôndrias são estruturas responsáveis pela produção de energia dentro das células e participam de processos essenciais para o funcionamento dos tecidos. Com o envelhecimento, alterações nesses mecanismos podem estar relacionadas a mudanças na atividade celular e na capacidade de regeneração dos tecidos.
Na dermatologia, uma das frentes que explora esse conceito é a fotobiomodulação, que utiliza determinados comprimentos de onda de luz para estimular respostas biológicas nas células. A tecnologia de LED já é utilizada em diferentes protocolos dermatológicos, mas novas combinações vêm ampliando as possibilidades de aplicação.
“Quando falamos em saúde da pele, é importante entender que ela não é apenas aquilo que conseguimos enxergar. Existem processos celulares que influenciam sua capacidade de se manter íntegra e responder aos estímulos. A fotobiomodulação permite trabalhar também nesse nível”, explica a dermatologista Dra. Roberta Andrade, que atua em Niterói e São Gonçalo.
Uma das tecnologias que chega agora à região é a Fotoage Blue Lift, máscara de LED que utiliza um protocolo de fotobiomodulação associado a ativos como azul de metileno e NAD+, de acordo com indicação e avaliação médica. A proposta é atuar em processos relacionados à atividade mitocondrial e integrar essa abordagem a protocolos individualizados.
Na prática clínica, a tecnologia pode ser utilizada, conforme avaliação do dermatologista, em protocolos relacionados a melasma, rosácea e acne, além de estratégias voltadas à qualidade e ao rejuvenescimento da pele.
“A ideia não é substituir o que já existe, mas ampliar as possibilidades de tratamento. Cada pele tem uma necessidade e, por isso, a tecnologia precisa estar inserida em um protocolo individualizado, e não ser vista como uma solução isolada”, afirma Roberta.
Outro movimento que acompanha essa evolução é a busca por tratamentos com menor impacto na rotina. Os protocolos com LED apresentam, em geral, uma experiência de pós-tratamento tranquila, o que permite ao paciente retomar suas atividades habituais após a sessão, conforme orientação médica.
Para a dermatologista, a evolução tecnológica representa também uma mudança na própria maneira de compreender o envelhecimento da pele.
“Durante muito tempo, o foco esteve principalmente em corrigir aquilo que já estava aparente. Hoje conseguimos olhar para mecanismos que participam da manutenção da qualidade da pele. É uma mudança de perspectiva: entender melhor a biologia para definir estratégias mais individualizadas.”



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