24/07 – A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Niterói celebra aniversário novamente com um show beneficente comandado por artistas do cenário pop nacional nos anos 80 e 90, repetindo o sucesso de edições anteriores. Será no dia 7 de agosto (sexta-feira), às 19h, no Praia Clube São Francisco. O evento “Música que Transforma” terá mais uma vez Sylvinho Blau-Blau e Avellar Love – ex-integrante da banda João Penca & Seus Miquinhos Amestrados – que já abraçaram a causa na Cidade Sorriso. Toda a renda obtida com a venda dos ingressos será destinada a ajudar na continuidade dos serviços da instituição, que este ano completa 61 de atividades gratuitas ininterruptas na atenção, assistência, promoção e inclusão de pessoas com deficiência intelectual e múltipla e de autistas. Além destes, também estão engajadas as bandas Bloody Mary – liderada por Mariana Ramalho (foto) – e Radio Classic, em uma noite dedicada à nostalgia, à alegria e à solidariedade.
Sobre a rede Apae
O movimento apaeano é o maior do Brasil em prol das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. São mais de 2.200 unidades no país, com a missão de promover e articular ações em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e em apoio às famílias, por meio de serviços e orientação, visando à construção de uma sociedade mais solidária e justa, com inclusão, acessibilidade, oportunidades, protagonismo e cidadania a este segmento.
O objetivo inicial das Apaes era oferecer educação e apoio a pessoas com Síndrome de Down, mas sua atuação se ampliou ao longo das últimas duas décadas e atualmente oferta também serviços em saúde e assistência social para pessoas com deficiência intelectual e múltipla, bem como autismo. A instituição adota como símbolo, em seu logotipo nacional, a figura de uma flor margarida, ladeada por duas mãos desniveladas: uma em posição de amparo e outra de orientação; embaixo, há dois ramos de louro com o número de folhas igual ao de estados brasileiros mais o distrito federal.
O Dia Nacional das Apaes é comemorado anualmente em 11 de dezembro, como estabelece a Lei Federal nº 10.242 de 2001. É a data de surgimento de sua primeira unidade no Brasil, em 1954, na capital carioca. Já o termo “excepcional”, antes referente a pessoas com impedimentos, dificuldades ou atrasos no desenvolvimento, de natureza física e/ou intelectual, caiu em desuso, apesar de ter sido mantido no nome da instituição. Tal designação foi substituída por outras até que evoluiu para a expressão “pessoa com deficiência”, chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, a qual evidencia que o deficiente é, antes de tudo, um ser humano.









